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Debates e homenagens marcam aniversário de 40 anos da greve que colocou o Sindicato na história contra a ditadura

40 anos da greve - ApresentaçãoO aniversário de 40 anos da Greve de Osasco foi marcado por debates e homenagens na semana "1968: Memórias de uma História de Luta", promovida pelo Sindicato e pela Prefeitura da cidade. Debates sobre a greve, depoimentos de participantes da greve e de pesquisadores se mesclaram à exibição de uma prévia do documentário sobre o movimento produzido pelo Sindicato, à estréia da peça de teatro "68+40", à exposição "Direito à Memória e à Verdade" e à homenagem aos trabalhadores de Osasco mortos pela ditadura militar: José Campos Barreto, João Domin-gues e Dorival Ferreira.

Na abertura da semana, na quarta-feira, 16, dia em que há 40 anos metalúrgicos da Cobrasma e da Lonaflex iniciaram a greve, o então presidente do Sindicato, José Ibranhin, disse que Osasco teve "visão de combinar a luta reivindicatória com a luta política" e que "68 ainda não acabou porque há muito que fazer".

O presidente da Comissão de Fábrica da Cobrasma, José Groff, disse que "Osasco é outro depois de 68, graças ao nosso trabalho". E deu um recado para os jovens trabalhadores. "A juventude precisa da balada e do futebol, mas também se organizar no ambiente de trabalho."

Documentário - O público de cerca de 200 pessoas que prestigiou a abertura das comemorações conferiu a prévia do documentário "1968: Memórias de uma História de Luta", produzido pelo Sindicato. O filme é rico em depoimentos de pessoas que participaram direta e indiretamente na organização do movimento, que falam sobre seu papel na greve, o contexto em que o movimento foi organizado e a repressão empreendida pela ditadura.

A versão completa será finalizada até o final deste ano. "É a história dos trabalhadores, a partir de Osasco, que procuramos retratar no documentário, que também é uma homenagem aos companheiros e companheiras que organizaram a greve", explica o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno. O filme é produzido pela Associação Eremim.

Homenagem - Os companheiros mortos pela ditadura, José Campos Barreto, José Domingues da Silva e Dorival Ferreira, foram homenageados com a inauguração de um monumento ao lado da estação da CPTM de Osasco. A homenagem é resultado da parceria entre Prefeitura, Sindicato e Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

Barreto, Domingues e Dorival foram militantes políticos originários de Osasco, que tiveram papel significante na greve e na luta armada contra a ditadura e que, por isso, foram perseguidos e brutalmente assassinados. "Não foram terroristas, bandidos, foram lutadores pela liberdade, pela democracia", enfatizou o ministro Paulo Vannuchi, que recebeu familiares dos homenageados num encontro na Prefeitura de Osasco, que teve a presença do prefeito Emidio de Souza.

Vannuchi disse que a homenagem é uma forma de reparação aos danos provocados pelo Estado às vítimas da ditadura. "É o país, o Estado brasileiro, que reconhece a sua responsabilidade pelos assassinatos, que promoveu a reparação indenizatória e agora começa a promover a recuperação política e simbólica [dos militantes que lutaram contra a ditadura]".

A Secretaria prepara homenagens semelhantes a outros militantes, cujos rostos e histórias serão retratados em monumentos espalhados pelo País. O projeto também compreende a exposição "Direito à Memória e à Verdade", que pode ser visitada pelo público no Centro de Formação dos Professores até setembro. A entrada é franca.

A greve e seus atores também passam a ser lembrados todo dia 16 de julho, com a instituição do Dia Municipal em Homenagem à Greve dos Trabalhadores de Osasco de 1968, com a aprovação da lei 4.243, do vereador Aloizio Pinheiro (PT).

68+40 - A estréia do espetáculo "68+40" foi outro ponto alto da comemoração. Com muita música e dança, o grupo Boca de Pano retrata de forma poética momentos da greve e da repressão contra o Sindicato e os trabalhadores que participaram do movimento.

A peça emocionou o público. "Foi um resgate emocional. Provocou a platéia", avaliou Antonio Roberto Espinosa, que participou da greve. "A peça tem uma visão muito correta, mostrando a abrangência, a solidariedade e a firmeza da mobili-zação", complementou Manoel Dias do Nascimento, outro participante do movimento.

A peça fica em cartaz até dezembro, no Teatro Municipal de Osasco, na Av. dos Autonomistas, 1533, na Vila Campesina.

Clique abaixo para baixar o jornal especial do evento:

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